sábado, 27 de janeiro de 2024

Sonhar que se canta

Sonho maluco tive essa noite... Estava numa reunião de amigos (dos quais em vigília não conheço ninguém) e alguns tocavam violão, cantavam, outros aplaudiam, elogiavam, muita babação, faz parte... Até que chegou a minha vez, pensei em cantar uma música do Chico Buarque, comecei a falar algo sobre a escolha da música sem me referir ao nome da dita e do autor e percebi que a galera dispersava entre os comes e bebes, finalizei minha fala sobre a música e mandei: - E obrigada por ninguém prestar atenção em mim... Foi instantâneo - todos se viraram para me olhar e ainda ouvi um "puta merda" essa pegou pesado. O bom é que todos ficaram quietos e aí cantei o Último Blues até o fim. Adoro essa música. Dulcenyz 27/01/2017

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Reflexões e conjecturas...

Escrevi isso há algum tempo...
Fala sobre gratidão de certa forma, atitude sobre a qual me coloquei a refletir no dia de ontem...

Cansada de ter que responder às coisas com comportamentos "adequados" criados por uma civilização que nem de longe age conforme as regras que ela mesma cria.

"Gratidão é o ato de reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um benefício, um auxílio,  é uma emoção, que envolve um sentimento de dívida emotiva em direção de outra pessoa; frequentemente acompanhado por um desejo de agradecê-lo, ou reciprocar para um favor que fizeram por você. Num contexto religioso, gratidão também pode referir-se a um sentimento de dívida em direção de uma divindade". (Wikipédia)

"Afeto / afetividade é a relação de carinho ou cuidado que se tem com alguém íntimo ou querido. É o estado psicológico que permite ao ser humano demonstrar os seus sentimentos e emoções a outro ser ou objetos. Pode também ser considerado o laço criado entre humanos, que, mesmo sem características sexuais, continua a ter uma parte de "amizade" mais aprofundada". (Wikipédia)

Agora, quem pode apontar a outro o dedo da acusação se essa relação de afetividade não se construiu ao longo de uma existência, que seja em relações familiares, pais e filhos, irmãos, sobrinhos, tios, netos e quantos mais graus de parentesco existirem?

Para que essa relação se construa precisa da reciprocidade. Somos condicionados a crer que os filhos devam "desenvolver" essa relação de afetividade (amar) seus progenitores independente de quem e como sejam. Posso pensar diferente, todos nós temos o direito de desenvolver nossos e novos conceitos, afinal, fomos dotados da capacidade do raciocínio para, pelo menos uma vez em nossa existência, "criemos" um pensamento novo, quebremos o estabelecido.

Como externar essa afetividade se não houve momentos de afetividade que você possa se recordar de parte de seus progenitores para com você durante a sua infância, adolescência, juventude, vida adulta?

Só desenvolvemos a intimidade necessária para isso se o outro estiver aberto a isso e ensiná-lo em sua tenra idade a se relacionar com as pessoas demonstrando essa afetividade através de gestos simples como um abraço, um beijo fraterno, ao longo de sua vida você até pode desenvolver essa prática com pessoas que porventura possam suprir essa ausência demonstrando que é possível sim existir esse tipo de relacionamento, se a partir de um dado momento mesmo os seus progenitores e ou você mudem o "modus operandi" e iniciem a partir dali a construção de uma nova relação. É possível, mas insisto - precisa haver a reciprocidade, senão tudo retornará à situação anterior - dois precisam querer a mudança.

Sou grata sim por tudo que meus progenitores me proporcionaram: vir a esse planeta em mais uma faceta de personalidade encarnatória, por ter propiciado a que minha deficiência congênita fosse corrigida, por ter me proporcionado ser quem eu sou hoje - em muitos momentos pelo exemplo contrário - nem sempre as referências que recebemos são positivas, mas as negativas podem nos fazer questionar as nossas potencialidades trazidas em nosso espírito e mesmo reforçá-las nos fazendo trabalhar nossas imperfeições quando nos vemos em espelho ou mesmo confirmando que a nossa percepção, conceitos e ações são acertadas, pois aquilo que vemos o outro fazendo e que traz consequências tão funestas nos alerta no sentido da retidão.

Mas não posso me culpar pela afetividade não construída, apesar de todas as tentativas infrutíferas, chega um momento em nossa existência em que precisamos pesar todos os pontos e avaliar se é ainda válido continuar, se não nos estamos destruindo também nesse processo improfícuo. Não podemos nos perder do nosso foco que é a construção da Paz e Harmonia, da realização da felicidade - da evolução e amadurecimento espiritual mesmo que para isso a única opção seja nos distanciarmos. Não podemos correr o risco da destruição das relações insistindo em algo que não sai do lugar, não depende só da nossa consciência, mas da consciência do outro e se o outro não quer mudar, deixemo-lo no seu processo - é a escolha, o livre-arbítrio a que todos temos o direito - exceder nisso é alimentar a vaidade do "mártir".

Amar está no âmbito do Divino.

Gostar está no âmbito do humano.

Perdoar é ignorar o mal que nos fazem e o nosso instinto inferior que porventura nos dirija o pensamento a querer realizá-lo.
Como diz Emmet Fox em seu livro O sermão da Montanha:

"As pessoas sempre fizeram um bicho de sete cabeças do perdão por terem a impressão errada de que perdoar uma pessoa faz com que se sintam compelidas a gostar dela. Felizmente, tal não é o caso - não temos que gostar de alguém de quem não gostamos espontaneamente e a verdade é que é impossível gostar de alguém assim. É o mesmo que tentar segurar o vento com a mão e, se você tentar forçar-se a isso, acabará detestando a pessoa mais que nunca. ... Não somos obrigados a gostar de ninguém, mas temos a obrigação de amar a todos, já que o amor ou a caridade, como a Bíblia lhe chama, envolve um sentido vívido de boa vontade impessoal. Isso nada tem a ver com os sentimentos, embora seja sempre seguido, mais cedo ou mais tarde, por um maravilhoso sentimento de Paz e felicidade."

 Dulcenyz
02/02/2013

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Íntima mentes...


Há momentos em que
minha paciência some.
Há outros tantos em que
me sinto
um bicho do mato.
Acuado...
Não respondo por mim
e nem o bicho por ele...



Dulceny z
21/06/2016
23:23 h

terça-feira, 28 de abril de 2015

Por um tempo...

Por um tempo procuramos as pessoas que gostamos...
Por um tempo procuramos entender 
que estão apuradas em seus afazeres e não nos respondem...
Por um tempo esperamos...
Por um tempo as deixamos ir sem falarmos nada e... 
Finalmente por um tempo essas coisas já não fazem mais sentido...
Por um novo tempo nos deteremos em novas coisas e pessoas, 
sentidos novos, afinidades...
Tudo é por um tempo...

Dulceny z

28/04/2015
00:06 h

terça-feira, 25 de novembro de 2014

E chove...





Chove por aqui.
Acoites d'água ao lado; fora e afora.
Enfim...


Dulceny z
25/11/2014 23:55

sábado, 20 de setembro de 2014

Gratidão


E MAIS UMA VEZ
ME INVADE AS NARINAS
ECOANDO EM MINH'ALMA
ESSE CHEIRO DA TERRA MOLHADA!
ESSA ÁGUA BENDITA ME EMBALA 
EM SEUS SONS,
ORA SUTIS, SUAVES,
ORA INTENSOS, FEROZES...
TODA A VIDA 
CELEBRA EM FESTA
A SUA PRESENÇA!
SE ABRE E A RECEBE EM GRATIDÃO.
VENHA E
MANIFESTE NESSAS 
INTERMITENTES ONDAS
O EQUILÍBRIO DAS FORÇAS
DA MÃE NATUREZA!
NOS LAVE E ENFIM
SACIE A NOSSA SEDE!


Dulceny z
20/09/2014

13:24 h


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Reencontro

São tantas coisas que acontecem em nosso dia a dia, dia após dia que chega uma hora que nos sentimos estranhos, estranhos mesmo até de nós, perdemos um pouco a referência de nós mesmos. 

Licença que vou ali escarafunchar os amontoados do cantinho e me achar de novo!!!






Dulcenyz


21/07/2014
19:59h

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Serenidade




Grandes forças,


Loucuras, viagens...

Invadem minh'alma

girando velozes feito

redemoinhos de vento!

Entram e saem;

imagens soltas no ar...
misturam-se;
tão rápidas giram
e girando são arrancadas
da sua condição imutável
e imutáveis
embora vão para longe,
deixando maleáveis espaços vazios
onde amoldam-se 
novas imagens
num arranjo feliz...

Que fala ao momento presente.

Acho que está tudo bem.
Meus olhos perdidos

a olhar um ponto qualquer,
qualquer tempo...
Um leve e lento suspiro...
Um alívio profundo...

Sou leve e posso voar...

Quero voar

no esplendor de luzes ao longe,
tomadas de silêncio
que me levem
à fantasia mais plena,
ao sonho mais louco
até não mais sentir nada!
Parada no ar e no tempo...

A maravilha da contemplação!...



Dulceny z




03/07/1984
23:15h

sábado, 5 de julho de 2014

Vem a noite

E a noite chega com avidez lambendo e engolindo as luzes do dia pra dentro de si.




Dulcenyz
05/07/2014
18:30h


Na estrada voltando pra casa...





quinta-feira, 5 de junho de 2014

Sinto falta





Do litoral só sinto falta da linha do horizonte. 
Calmante natural e reflexivo para além dos limites d'olhos...

Dulceny z
05/06/2014
15:31h

quinta-feira, 1 de maio de 2014

"Expectância"



Melhores dias já são!
Plasmados no coração
E impregnados n'alma.

Dulceny z
01/05/2014
22 h:47 min

sexta-feira, 4 de abril de 2014

quarta-feira, 12 de março de 2014

Anoitecer em Piedade








E vem a tarde.
E a tarde vem...
Róseas luzes
enchem minha retina...
Até que 
por fim...
O negrume
da noite
toma conta do mundo...



Dulceny z
12/03/2014
16:22 h
Fotos de Piedade, SP

segunda-feira, 10 de março de 2014

Rumo Sul

Imagem do site: http://www.maitei.com.br/


E o sol
por entre as nuvens...
...Como uma lua no dia...
a me olhar
andando sobre rodas
nessa areia...
E as ondas chegando,
a me empurrarem
para a frente... Para o sul,
como quisesse
buscar meu eu bravio
e desbravá-lo...

Dulceny z
P. Gde, 19 h:19 min

05/08/87

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Assim é viver...

Assim é viver...
Sentir, sem nada expectar,
vale o sabor da surpresa!

Dulceny z
22/01/2014

21 h: 50 min

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Chuva



Chuva constante...
Vem essa chuva
nesse ameno dia
e chove, chove...
Uma fina chuva e constante...
Insistentemente a cair,
a lavar a terra e tudo...
A levar dos corações
as pesadas emoções
ali arraigadas;
musgos cravados às paredes...
Insiste e persiste
lentamente
nessa lavagem d'alma,
nessa limpeza à Terra.
Acalma, abranda os mundos.
Prepara assim ao Novo Tempo!
Dulceny z
04/11/2013 17 h: 10 min

Doce observância



...Tom de verde, verde pastel
e amarelo,
amarelo pálido
e um azul de um brilhante,
brilhante-dia,
morrendo em azul, azul-negro;
opaco, de opaca-noite.
...Instante de luzes,
de sombras,
sombra-luz.
...À hora das formas...
Forma plena, forma pura.
Contornos marcantes,
marcados,
contrastes de negro-luz.
...Ali, escancaradamente
a quem para,
a quem olha,
a quem vê.
...Entardecendo.
Entardecente anoitecer...

Dulceny z

02/07/1995 - ao anoitecer